se você fosse uma cor,
seria certamente o vermelho
você é
gente demais,
apaixonante!
quente demais,
imprevisível!
envolvente demais,
louco!
ardente demais,
e meu!
é meu, não tem jeito
e eu sou sua!
apesar do nosso jogo,
apesar de passar por você no corredor
fingindo que não passa de mais um,
fingindo que não tô louca pra beijar sua boca,
fingindo que essa aula não é a última coisa que eu quero assistir agora..
eu sei e você sabe
que o destino quis assim
e que agora
é questão de tempo
é questão de calma
pra que eu possa me entregar de vez
me diga,
se a vida quis assim
o que seria capaz de me tirar de você?
se acordo e durmo pensando em você,
o que significam todos os poréns que imponho a nós?
então,
me espera?
ainda nem fui,
mas espera eu voltar?
amore mio,
só tô tranquila porque sei que,
com o destino do nosso lado,
ninguém ficará contra nós..
antes que você perceba,
baterei na sua porta,
chegarei de mala e cuia
pra viver tudo o que temos pra viver!
terça-feira, 26 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
redescobrindo a mim mesma
hoje,
preciso de muitas doses de novidade,
muitas doses de desconhecido
há momentos em que devemos abandonar,
mudar,
nos reinventar
para isso,
temos que trocar de ares,
rasgar nossas antigas roupas,
abandonar nossas velhas verdades
sempre colocadas em pedestais, não?
e,
simplesmente,
nos aceitar como meros grãos de areia,
como meros sopros de vida!
hoje,
quero sair da minha zona de conforto,
o que ganho sempre tendo as mesmas ações?
sempre chegando aos mesmos lugares?
vou para a direção contrária
pra variar
e quem sabe onde posso chegar?
quero estranhar minhas ações,
minhas reações,
minhas respostas,
quero desconhecer o meu comportamento
quem sabe assim
percebo finalmente quem sou?
percebo finalmente o que é realmente meu
e o que foi posto em mim?
quero me conhecer
mas pra isso
preciso me estranhar
preciso viajar
preciso me tornar
a partir de então,
abomino em mim tudo o que não for realmente meu
tudo o que tenha se fixado aqui
através de uma espécie de adestramento
para que eu seja quem eu pareço ser
para que eu sinta o que eu devia sentir
para que eu faça o que querem que seja feito
é preciso se perder pra se encontrar
adeus, velhos conceitos
adeus, antigos costumes
olá, querida
tires estas roupas rasgadas
já com a forma do teu corpo,
já conhecedoras de tuas curvas..
abandones os atalhos,
pegues o caminho oposto,
em vez de correr para chegar mais rápido ao teu destino,
pares,
respires,
soltes os cabelos ao vento,
deixes a chuva molhar-te,
com calma,
sem pressa,
quem sabe o teu novo destino não te surpreenda?
sejas bem-vinda!
preciso de muitas doses de novidade,
muitas doses de desconhecido
há momentos em que devemos abandonar,
mudar,
nos reinventar
para isso,
temos que trocar de ares,
rasgar nossas antigas roupas,
abandonar nossas velhas verdades
sempre colocadas em pedestais, não?
e,
simplesmente,
nos aceitar como meros grãos de areia,
como meros sopros de vida!
hoje,
quero sair da minha zona de conforto,
o que ganho sempre tendo as mesmas ações?
sempre chegando aos mesmos lugares?
vou para a direção contrária
pra variar
e quem sabe onde posso chegar?
quero estranhar minhas ações,
minhas reações,
minhas respostas,
quero desconhecer o meu comportamento
quem sabe assim
percebo finalmente quem sou?
percebo finalmente o que é realmente meu
e o que foi posto em mim?
quero me conhecer
mas pra isso
preciso me estranhar
preciso viajar
preciso me tornar
a partir de então,
abomino em mim tudo o que não for realmente meu
tudo o que tenha se fixado aqui
através de uma espécie de adestramento
para que eu seja quem eu pareço ser
para que eu sinta o que eu devia sentir
para que eu faça o que querem que seja feito
é preciso se perder pra se encontrar
adeus, velhos conceitos
adeus, antigos costumes
olá, querida
tires estas roupas rasgadas
já com a forma do teu corpo,
já conhecedoras de tuas curvas..
abandones os atalhos,
pegues o caminho oposto,
em vez de correr para chegar mais rápido ao teu destino,
pares,
respires,
soltes os cabelos ao vento,
deixes a chuva molhar-te,
com calma,
sem pressa,
quem sabe o teu novo destino não te surpreenda?
sejas bem-vinda!
quarta-feira, 30 de março de 2011
café sem leite
abro os olhos e todas as palavras maldosas que havíamos dito na noite passada vêm à minha mente em dose única, tudo de uma vez... ai, que dor de cabeça, que cansaço de brigar, que preguiça de continuar com essa discussão.. discussão que eu e você conhecemos muito bem... e sabemos que não dará em lugar algum!
me levanto e ponho a mesa,
faço café,
esquento os pães,
me recolho,
sento na poltrona e,
antes de dar a primeira mordida no pão,
recheado de requeijão,
você chega
ao contrário do que eu pensava,
nada disse
fez como eu,
sentou-se
mudo
olhou rapidamente em meus olhos
e me deu um sorriso forçado
deixando transparecer
tudo o que havia se perdido entre nós
me subiu uma vontade de chorar,
mas permaneci apática
- café?
- sim, por favor
milhares de coisas se passando pela minha cabeça...
- leite?
- não, obrigado
e o medo daquele ser o nosso último café da manhã juntos me dominava...
- pode me passar a manteiga?
- claro
acho que, sem pensar,
já destruímos o que tínhamos
com coisa tão boba...
com palavras que nunca deveriam ter sido ditas,
com simples falta de cuidado..
- muito bom o café, obrigado
- não foi nada..
que pena,
o brilho nos nossos olhos se foram
- bom dia pra você!
- bom trabalho
você me dá um beijo na testa e sai,
sai por aquela porta para nunca mais voltar..
me levanto e ponho a mesa,
faço café,
esquento os pães,
me recolho,
sento na poltrona e,
antes de dar a primeira mordida no pão,
recheado de requeijão,
você chega
ao contrário do que eu pensava,
nada disse
fez como eu,
sentou-se
mudo
olhou rapidamente em meus olhos
e me deu um sorriso forçado
deixando transparecer
tudo o que havia se perdido entre nós
me subiu uma vontade de chorar,
mas permaneci apática
- café?
- sim, por favor
milhares de coisas se passando pela minha cabeça...
- leite?
- não, obrigado
e o medo daquele ser o nosso último café da manhã juntos me dominava...
- pode me passar a manteiga?
- claro
acho que, sem pensar,
já destruímos o que tínhamos
com coisa tão boba...
com palavras que nunca deveriam ter sido ditas,
com simples falta de cuidado..
- muito bom o café, obrigado
- não foi nada..
que pena,
o brilho nos nossos olhos se foram
- bom dia pra você!
- bom trabalho
você me dá um beijo na testa e sai,
sai por aquela porta para nunca mais voltar..
nossa novela mexicana
nossos pés enroscados,
seu abraço gostoso,
ouço algumas palavras
ditas no pé de meu ouvido
que vêm seguidas de uma mordida lenta, vagarosa,
mas que me esquenta por inteira...
meu corpo combina com seu jeito e vice-e-versa
suas inseguranças me atraem
inseguranças que nem sei de onde vêm,
que nem entendo...
se você soubesse que você
veste o tamanho das minhas vontades,
segue o meu manual de instruções,
e é na medida perfeita para mim,
ia fazer como você faz?,
ia jogar os lençois?
olha, heim,
depois você vai sentir minha falta....
e eu vou seguir o meu caminho,
a milhas e milhas de distância,
é agora ou nunca,
me prende ou me larga,
me deixa!!!
não aguento mais essa novela,
num dia agimos como namorados,
fazemos confissões,
nos apresentamos a amigos próximos,
jantamos com sua família...
no outro não somos nada
e você sequer lembra que eu existo...
olha,
só faz uma coisa,
lembre-se de mim ocasionalmente, tá?
e daqui a uns meses
quando eu estiver por aí
viajando com documento, mas sem lenço
(o lenço já foi jogado, já foi pisoteado, já foi esquecido)
sem preocupações,
sem a quem dar satisfações,
vou te mandar um e-mail
- como o prometido -
te atualizando, te contando das minhas novidades
e você vai sentir falta de enroscar o seu pé em alguém...
de além rindo de suas piadas,
de seus pais aprovando uma das garotas que você leva pra casa!
mais c'est bien....
boa sorte para mim,
boa sorte pra você!
agora sou eu que me despeço dos nossos pés enroscados,
das nossas almas entrelaçadas,
e me liberto de você!
seu abraço gostoso,
ouço algumas palavras
ditas no pé de meu ouvido
que vêm seguidas de uma mordida lenta, vagarosa,
mas que me esquenta por inteira...
meu corpo combina com seu jeito e vice-e-versa
suas inseguranças me atraem
inseguranças que nem sei de onde vêm,
que nem entendo...
se você soubesse que você
veste o tamanho das minhas vontades,
segue o meu manual de instruções,
e é na medida perfeita para mim,
ia fazer como você faz?,
ia jogar os lençois?
olha, heim,
depois você vai sentir minha falta....
e eu vou seguir o meu caminho,
a milhas e milhas de distância,
é agora ou nunca,
me prende ou me larga,
me deixa!!!
não aguento mais essa novela,
num dia agimos como namorados,
fazemos confissões,
nos apresentamos a amigos próximos,
jantamos com sua família...
no outro não somos nada
e você sequer lembra que eu existo...
olha,
só faz uma coisa,
lembre-se de mim ocasionalmente, tá?
e daqui a uns meses
quando eu estiver por aí
viajando com documento, mas sem lenço
(o lenço já foi jogado, já foi pisoteado, já foi esquecido)
sem preocupações,
sem a quem dar satisfações,
vou te mandar um e-mail
- como o prometido -
te atualizando, te contando das minhas novidades
e você vai sentir falta de enroscar o seu pé em alguém...
de além rindo de suas piadas,
de seus pais aprovando uma das garotas que você leva pra casa!
mais c'est bien....
boa sorte para mim,
boa sorte pra você!
agora sou eu que me despeço dos nossos pés enroscados,
das nossas almas entrelaçadas,
e me liberto de você!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Nosso lar
Vô querido, aquela casa abriga tantas lembranças, tantas recordações de nossa família.. Aquelas paredes seguraram tantas fotos nossas: de nascimentos, casamentos, aniversários.. Enfim, todos ele, bons momentos!
Quando vou visitá-la, me dá um aperto! Como não te procurar? Como não te encontrar e aceitar isso numa boa? Como não recordar? E mais: como não remoer?
Nunca mais pisei naquele piso da mesma forma. Antes, por vezes, o barulho de meus pés nele já entregava a alegria que eu sentia de chegar na sua casa. Não só porque você estava lá, ás vezes você nem estava... A questão é que depois de sua morte, não há vida verdadeira lá! A ansiedade que eu sentia, vontade de chegar logo, falar com todo mundo, rir, ganhar abraços apertados, sorrisos gostosos, estar com a minha querida família, não existe mais. Não do jeito que já foi um dia.
Acho que isso aconteceu com todos nós, nos fechamos um pouco... Nos amamos muito, mas há um quê de desconforto desde que você se foi... Falta uma peça do quebra-cabeça, falta você!
Um dia nos encontraremos, né vô? Só queria que agora você pudesse ler essas palavras ou, ao menos, saber do que eu sinto, saber das saudades que você deixou, saber da falta que você nos faz, mesmo quando tudo parece bem... Falta um pouco de vida, sabe? Fica faltando alguém grosso e arrogante por fora, mas que, no fundo, é frágil e muito amável...
Quando vou visitá-la, me dá um aperto! Como não te procurar? Como não te encontrar e aceitar isso numa boa? Como não recordar? E mais: como não remoer?
Nunca mais pisei naquele piso da mesma forma. Antes, por vezes, o barulho de meus pés nele já entregava a alegria que eu sentia de chegar na sua casa. Não só porque você estava lá, ás vezes você nem estava... A questão é que depois de sua morte, não há vida verdadeira lá! A ansiedade que eu sentia, vontade de chegar logo, falar com todo mundo, rir, ganhar abraços apertados, sorrisos gostosos, estar com a minha querida família, não existe mais. Não do jeito que já foi um dia.
Acho que isso aconteceu com todos nós, nos fechamos um pouco... Nos amamos muito, mas há um quê de desconforto desde que você se foi... Falta uma peça do quebra-cabeça, falta você!
Um dia nos encontraremos, né vô? Só queria que agora você pudesse ler essas palavras ou, ao menos, saber do que eu sinto, saber das saudades que você deixou, saber da falta que você nos faz, mesmo quando tudo parece bem... Falta um pouco de vida, sabe? Fica faltando alguém grosso e arrogante por fora, mas que, no fundo, é frágil e muito amável...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Trégua?! Trêve?!
você some,
tira uns dias de folga de mim...
sem aviso prévio,
sem motivo algum,
simplesmente acaba comigo!
sua filosofia "morde assopra"
ainda vai me enlouquecer, heim?
eu sei que você me quer...
mas sua insegurança,
seu medo de se entregar,
sua confiança nesse modelo doido de relacionamento:
nossos piores inimigos!
querendo me enganar,
procuro em outras bocas o seu beijo,
procuro em jantares
avistar no cara que está à minha frente
o seu sorriso,
ouvir as suas histórias!
assim como gosto de inventar amores,
me erro quando estou amando,
tento a todo custo não me entregar,
não me perder...
no fundo,
tudo que eu reclamo de você,
faço igual!
nós,
seres humanos,
somos muito tolos, não?
proponho, portanto,
um trato!
que tal,
juntos,
abaixarmos a guarda?
que tal,
simultaneamente,
deixarmos a mordida para lá?
viva o assopro!
viva o abraço!
viva o beijo!
me rendo!
mas só se você se render...
eu sei que você não esperava por isso...
eu, idém!
mas já que calhou de nos apaixonarmos,
c'est la vie!
laissez-vous tomber amoureux avec moi!!!
laissez-moi tomber amoureuse avec toi...
m'aimes!!!
baise-moi!
bisous,
bises,
baisers,
m'embrasses!!
quem sabe em francês,
te convenço?
la langue de l'amour,
capaz de resolver todos os problemas!
s'il vous plaît,
est-ce que vous pourriez être mon amant, mon amour?
merci,
já era hora!!!
tira uns dias de folga de mim...
sem aviso prévio,
sem motivo algum,
simplesmente acaba comigo!
sua filosofia "morde assopra"
ainda vai me enlouquecer, heim?
eu sei que você me quer...
mas sua insegurança,
seu medo de se entregar,
sua confiança nesse modelo doido de relacionamento:
nossos piores inimigos!
querendo me enganar,
procuro em outras bocas o seu beijo,
procuro em jantares
avistar no cara que está à minha frente
o seu sorriso,
ouvir as suas histórias!
assim como gosto de inventar amores,
me erro quando estou amando,
tento a todo custo não me entregar,
não me perder...
no fundo,
tudo que eu reclamo de você,
faço igual!
nós,
seres humanos,
somos muito tolos, não?
proponho, portanto,
um trato!
que tal,
juntos,
abaixarmos a guarda?
que tal,
simultaneamente,
deixarmos a mordida para lá?
viva o assopro!
viva o abraço!
viva o beijo!
me rendo!
mas só se você se render...
eu sei que você não esperava por isso...
eu, idém!
mas já que calhou de nos apaixonarmos,
c'est la vie!
laissez-vous tomber amoureux avec moi!!!
laissez-moi tomber amoureuse avec toi...
m'aimes!!!
baise-moi!
bisous,
bises,
baisers,
m'embrasses!!
quem sabe em francês,
te convenço?
la langue de l'amour,
capaz de resolver todos os problemas!
s'il vous plaît,
est-ce que vous pourriez être mon amant, mon amour?
merci,
já era hora!!!
Maria Clara
que vontade de te pôr no colo
e te mimar como eu faria com a filha que eu nunca tive
que vontade de,
por um segundo,
tomar todas as suas dores pra mim!
que vontade de te poupar, querida!
que vontade de te ajudar...
mas quer saber?
embora tenha sido tudo tão difícil ultimamente,
principalmente para você,
mas também para todos nós,
de alguma maneira a situação me alegra
e sei que vai ficar tudo bem...
apesar do meu coração apertar, apertar, apertar... e ele já está miudinho!!
se pudéssemos controlar as idiotices que os outros fazem, né?
coitados, são tolos!
não ligue, querida... são meros cretinos, ignorantes!
no fim,
ele acabará sozinho...
fez por onde, né?
quase implorou por isso!
e nós não, querida
nós não, amiga...
depois dessa, não nos separamos nunca mais!
pena não poder tirar toda a sua dor,
angústia,
insegurança,
seu medo...
só por alguns minutos!
só pra você respirar....
sinto muito por tudo, querida..
você, tão novinha,
era como uma irmã mais nova para mim
quando éramos crianças
e, hoje,
tão madura...
em instantes,
amadureceu anos e anos
por isso me alegro,
meu coração se enche de orgulho de você!
quanta garra,
quanta força!
estou com você nessa e não te largo...
pode confiar,
pode se apoiar
deita sua cabeça no meu ombro um pouco, querida
respira,
chora,
desabafa!
tudo vai ficar bem,
descanse,
deixe os problemas pra lá um pouco,
pensemos nisso outro dia,
pensamos nisso no amanhã,
vamos reservar o hoje para descansarmos a alma!
e te mimar como eu faria com a filha que eu nunca tive
que vontade de,
por um segundo,
tomar todas as suas dores pra mim!
que vontade de te poupar, querida!
que vontade de te ajudar...
mas quer saber?
embora tenha sido tudo tão difícil ultimamente,
principalmente para você,
mas também para todos nós,
de alguma maneira a situação me alegra
e sei que vai ficar tudo bem...
apesar do meu coração apertar, apertar, apertar... e ele já está miudinho!!
se pudéssemos controlar as idiotices que os outros fazem, né?
coitados, são tolos!
não ligue, querida... são meros cretinos, ignorantes!
no fim,
ele acabará sozinho...
fez por onde, né?
quase implorou por isso!
e nós não, querida
nós não, amiga...
depois dessa, não nos separamos nunca mais!
pena não poder tirar toda a sua dor,
angústia,
insegurança,
seu medo...
só por alguns minutos!
só pra você respirar....
sinto muito por tudo, querida..
você, tão novinha,
era como uma irmã mais nova para mim
quando éramos crianças
e, hoje,
tão madura...
em instantes,
amadureceu anos e anos
por isso me alegro,
meu coração se enche de orgulho de você!
quanta garra,
quanta força!
estou com você nessa e não te largo...
pode confiar,
pode se apoiar
deita sua cabeça no meu ombro um pouco, querida
respira,
chora,
desabafa!
tudo vai ficar bem,
descanse,
deixe os problemas pra lá um pouco,
pensemos nisso outro dia,
pensamos nisso no amanhã,
vamos reservar o hoje para descansarmos a alma!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Querido ex
é estranho te beijar assim depois de tanto tempo...
alguma coisa se perdeu entre a gente,
se perdeu e não volta mais
quem sabe não tivéssemos esperado tanto, né?
tantos anos...
eu mudei tanto,
cresci,
amadureci,
sou uma outra mulher...
você também mudou
e,
apesar do outro você ter me feito sofrer muito,
não gosto de você estar diferente...
não gosto de não te conhecer...
não gosto de não termos assuntos em comum...
não sei se eu queria que fosse diferente
não sei o que eu esperava da gente
mas assim...
desse jeito,
nada ardente
nada envolvente...
assim não dá
o engraçado
é que não te vejo confortável,
assim como não fico confortável
por que,
então,
quer voltar?
acho que esse verbo nem cabe
aqui na nossa situação
é impossível voltar...
aquelas pessoas que namoraram
que se amaram tanto
não existem mais!
não somos mais nós!!!
quando conversamos,
ás vezes
vejo alguns flashs do namorado que você foi,
algumas caras e bocas conhecidas,
algumas respostas prontas que não me são estranhas..
nossos interesses nos dividem,
nossos corpos não se sentem mais atraídos como antes...
e, ainda assim,
você me diz "eu te amo"
e a única coisa que eu consigo responder
é "eu também"
não, eu não te amo!
não sei porque disse isso!
amo nossas lembranças,
amo sua pessoa,
sua família,
nosso passado,
o carinho que ficou...
mas não amo você,
não no sentido romântico!
e você também não me ama...
por que jogamos essas palavras ao vento?
parece que achamos que o outro merece ouvir
por tudo o que passamos e fomos
mas não, querido,
já foi, já passou...
você não percebe?
agora,
apesar de morarmos na mesma cidade,
estamos a milhas e milhas de distância!
alguma coisa se perdeu entre a gente,
se perdeu e não volta mais
quem sabe não tivéssemos esperado tanto, né?
tantos anos...
eu mudei tanto,
cresci,
amadureci,
sou uma outra mulher...
você também mudou
e,
apesar do outro você ter me feito sofrer muito,
não gosto de você estar diferente...
não gosto de não te conhecer...
não gosto de não termos assuntos em comum...
não sei se eu queria que fosse diferente
não sei o que eu esperava da gente
mas assim...
desse jeito,
nada ardente
nada envolvente...
assim não dá
o engraçado
é que não te vejo confortável,
assim como não fico confortável
por que,
então,
quer voltar?
acho que esse verbo nem cabe
aqui na nossa situação
é impossível voltar...
aquelas pessoas que namoraram
que se amaram tanto
não existem mais!
não somos mais nós!!!
quando conversamos,
ás vezes
vejo alguns flashs do namorado que você foi,
algumas caras e bocas conhecidas,
algumas respostas prontas que não me são estranhas..
nossos interesses nos dividem,
nossos corpos não se sentem mais atraídos como antes...
e, ainda assim,
você me diz "eu te amo"
e a única coisa que eu consigo responder
é "eu também"
não, eu não te amo!
não sei porque disse isso!
amo nossas lembranças,
amo sua pessoa,
sua família,
nosso passado,
o carinho que ficou...
mas não amo você,
não no sentido romântico!
e você também não me ama...
por que jogamos essas palavras ao vento?
parece que achamos que o outro merece ouvir
por tudo o que passamos e fomos
mas não, querido,
já foi, já passou...
você não percebe?
agora,
apesar de morarmos na mesma cidade,
estamos a milhas e milhas de distância!
Mistério
- Desvendei o mistério há pouco
- Que mistério?
- A impressão de que fazem vidas que te amo!
Passeando pelas minhas lembranças,
Não pude evitar de lembrar de todas as vezes que fantasiei um amor...
Quem ama imagina, cria, sonha com as coisas que ama...
E há muito tempo que imagino você!
- Que mistério?
- A impressão de que fazem vidas que te amo!
Passeando pelas minhas lembranças,
Não pude evitar de lembrar de todas as vezes que fantasiei um amor...
Quem ama imagina, cria, sonha com as coisas que ama...
E há muito tempo que imagino você!
Paixão
você...
uma das únicas pessoas
que realmente
falam a minha língua
e, meu deus,
como é articulado!
a gente já se entende
por olhares,
gestos,
beijos,
risos,
simples movimentos...
hoje vou me comunicar com você
por palavras,
amor
o que eu sinto por você
fala forte,
fala alto,
direto do coração
berra muito,
é dor,
é bom,
traz solidão
briga e acaba comigo...
mas em um piscar de olhos,
é só eu te avistar
que tudo o que dói passa
em brevíssimos instantes
mas continua falanto alto,
beijando forte
e me perseguindo!
uma das únicas pessoas
que realmente
falam a minha língua
e, meu deus,
como é articulado!
a gente já se entende
por olhares,
gestos,
beijos,
risos,
simples movimentos...
hoje vou me comunicar com você
por palavras,
amor
o que eu sinto por você
fala forte,
fala alto,
direto do coração
berra muito,
é dor,
é bom,
traz solidão
briga e acaba comigo...
mas em um piscar de olhos,
é só eu te avistar
que tudo o que dói passa
em brevíssimos instantes
mas continua falanto alto,
beijando forte
e me perseguindo!
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